Carla Zambelli, deputada federal pelo PL de São Paulo, pediu aos ministros do Supremo Tribunal Federal que reconsiderem os votos em um julgamento que já conta com maioria para sua condenação.
A Procuradoria-Geral da República a acusa de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma.
Até 25 de março de 2025, seis dos onze ministros do STF votaram pela condenação da deputada a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto, além da perda do mandato parlamentar.
O julgamento, iniciado no plenário virtual em 21 de março, foi suspenso na segunda-feira, 24, após o ministro Kassio Nunes Marques pedir vista, o que dá até 90 dias para análise adicional.
O caso começou após uma troca de provocações entre Zambelli e o jornalista Luan Araújo durante um ato político.
Segundo a denúncia da PGR, apresentada em janeiro de 2023, a deputada perseguiu Araújo com uma arma em punho, fora dos limites de sua autorização de porte, que foi suspensa após o incidente.
Em agosto de 2023, o STF aceitou a denúncia por 9 votos a 2, tornando-a ré.
No julgamento atual, o relator Gilmar Mendes propôs a pena, seguido pelos ministros Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Dias Toffoli, este último antecipando seu voto após o pedido de vista.
Faltam os votos de Luís Roberto Barroso, André Mendonça, Luiz Fux, Edson Fachin e do próprio Nunes Marques.
Zambelli reagiu em nota publicada nas redes sociais nesta terça-feira, 25 de março de 2025:
“O julgamento ainda não terminou, graças ao pedido de vista do Exmo. Sr. Ministro Nunes Marques, a quem agradeço por permitir mais tempo para reflexão. Espero que os ministros reconsiderem e garantam justiça”.
A deputada alega ter agido em legítima defesa, afirmando que Araújo a perseguia após ofensas.
A defesa, liderada pelo advogado Daniel Bialski, enviou memoriais aos ministros pedindo exame detalhado do caso e questionou a falta de sustentação oral no plenário virtual.
Do outro lado, a advogada Dora Cavalcanti, que representa Luan Araújo, afirmou que o voto de Gilmar Mendes descreve com precisão a violência sofrida pelo jornalista.
O julgamento pode ser levado ao plenário físico se um ministro pedir destaque, o que zeraria o placar atual. Até lá, o desfecho depende dos cinco votos restantes e de possíveis recursos.
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