A Polícia Federal reuniu provas que expõem que, entre 2019 e 2020, André Janones desviou R$131 mil de salários de assessores para gastos pessoais. Esse tipo de esquema é conhecido como “rachadinha”.
No caso do deputado, foi implementado no primeiro mandato do deputado na Câmara.
Janones admitiu o crime em um acordo com a Procuradoria-Geral da República.
Assinado em março de 2025 e validado pelo Supremo Tribunal Federal no dia 19 de março, o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) exige que, além de devolver o valor, ele pague R$131 mil R$26 mil em multa. Em troca, escapa de enfrentar um processo por peculato.
Um dia depois da homologação do ANPP, Janones gravou um vídeo negando ter confessado qualquer ilegalidade. Disse que era apenas uma "questão administrativa". A declaração contraria o documento assinado, irritando opositores.
O PL, sob comando de Valdemar Costa Neto, foi ao Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro e pediu à PGR para rever o acordo.
A PF, que encerrou a investigação em setembro de 2024, reuniu áudios, depoimentos e extratos bancários. As provas mostram Janones como o cérebro do esquema.
Entre os gastos de Janones, estão mais de R$3 mil em clínicas de estética, além de despesas em supermercados, autoescolas, postos de gasolina, farmácias e restaurantes, em Brasília e Ituiutaba, Minas Gerais.
Segundo o inquérito, Janones usava o cartão do chefe de gabinete para despesas como R$25 mil em móveis e R$12 mil em roupas. O caso chegou ao STF por seu foro privilegiado, mas o acordo suspendeu as acusações de corrupção e associação criminosa.
Quando os áudios vazaram, o deputado negou participação no esquema. Agora, com a confissão, a oposição cobra punição.
O PL solicita que o mandato dele seja cassado. A legenda tem o apoio de nomes fortes na oposição, como o do deputado Nikolas Ferreira. Janones, por sua vez, tenta reduzir o desgaste político. O caso expõe fragilidades no combate a desvios e reacende o debate sobre ética na política brasileira.
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