"Vamos somar as tarifas e barreiras deles e dividir pela metade", afirmou Trump.
Em um evento no Rose Garden da Casa Branca, o presidente Donald Trump declarou o "Liberação Day", impondo tarifas recíprocas a mais de 180 países.
Confira a lista completa:
O secretário de Comércio Howard Lutnick chamou isso de "jogo de poder", sugerindo ajustes via negociações, mas a UE e Canadá já preparam retaliações de R$ 159,6 bilhões e R$ 114 bilhões, previstas para meados de abril.
"É uma guerra comercial total", alertou o economista Paul Krugman ao NPR, prevendo volatilidade global.
A medida atinge R$ 7,98 trilhões em importações anuais, com uma tarifa-base de 10% sobre todos os bens, conforme o NPR, e taxas específicas como 34% para a China, 20% para a UE e 10% para o Brasil, segundo o White House Fact Sheet.
O objetivo é reduzir o déficit comercial dos EUA, que atingiu R$ 6,84 trilhões em 2024, incentivando a produção doméstica.
"Chega de exploração", declarou Trump, prevendo que as tarifas atrairão fábricas de volta aos EUA.
Economistas alertam para impactos severos: Kathy Bostjancic, da Nationwide, estima uma queda de 1% no PIB americano e um aumento de até R$ 5.700 nos custos anuais por família.
O método do "tarifaço" soma tarifas médias (ex.: China cobra 70% em grãos americanos) e barreiras não tarifárias (como subsídios), dividindo o total por dois.
Exportações brasileiras de aço e etanol para os EUA, serão tarifadas em 10%. Trump destacou o desequilíbrio: em 2024, os EUA importaram R$ 1,14 bilhão em etanol brasileiro, mas exportaram só R$ 296,4 milhões devido à tarifa brasileira de 18%, segundo o White House Fact Sheet.
"O Brasil usa cotas e tarifas altas", disse Trump, conforme o Estadão, mirando também subsídios agrícolas que bloqueiam grãos americanos.
O chanceler Mauro Vieira reagiu: "Não somos o vilão do comércio", defendendo o superávit americano com o Brasil em outros setores.
A China prometeu "lutar até o fim", enquanto Ursula von der Leyen, da UE, chamou o tarifaço de "desnecessário".
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