A Brasil Paralelo foi ao Rio de Janeiro para mostrar o que os cartões-postais não revelam, produzindo o documentário Rio de Janeiro: Paraíso em Chamas.
De moradores sitiados pelo crime a ex-integrantes do Comando Vermelho, entrevistamos aqueles que vivem a guerra do Rio de Janeiro todos os dias.
Em Brás de Pina, na Zona Norte, a disputa entre o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro (TCP) pelo controle da região resultou em 77 tiroteios só em 2024, enquanto traficantes como Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, expandem seu domínio com serviços ilegais de internet e extorsão.
Na Zona Oeste, a Gardênia Azul viu o terror se instalar desde 2023, com o Comando Vermelho assumindo o bairro em uma guerra sangrenta contra milicianos, acumulando quase 684 assassinatos em dois anos.
Áudios adquiridos pela polícia revelam bandidos debatendo se arrancariam o coração de seus inimigos.
Rio de Janeiro: Paraíso em Chamas é uma produção sobre como a cidade maravilhosa foi ocupada por facções criminosas.
Nos belos palácios governamentais, herança histórica de um Rio de Janeiro que era o centro político do Brasil, residiram pessoas acusadas e condenadas pela justiça. Segundo uma matéria de 2020 do Poder 360, em apenas 4 anos, 6 governadores do Rio foram afastados ou presos.
Os turistas provam um pouco dessa realidade decadente ao chegar na cidade. A jovem Valentina Betti Simioni foi baleada por tiros de fuzil após seu pai entrar por engano no Complexo da Maré em setembro de 2024.
Eles moravam na cidade de Belo Horizonte-MG e estavam no Rio de Janeiro para ir ao Consulado Americano resolver questões do visto.
“Eles deram alguns tiros, uns 6 ou 8 tiros, e eu olhei para ela e falei: ‘Pegou em você?’. Ela disse: ‘Não, papai, não pegou’. E aí eu continuei acelerando. Já estava a uns 400, 500 metros da saída da favela para a avenida. Quando eu consegui sair, ela encostou e falou: ‘Papai, tomei um tiro, sim’. Aí, eu fiquei desesperado, comecei a acelerar", relatou o pai da garota.
Após 20 dias internada, Valentina recebeu alta. Nenhum dos criminosos foram presos, uma realidade comum no Rio de Janeiro.
A cidade tem uma das piores taxas de resolução de homicídio, com apenas 11% dos dados sendo solucionados. Se isso aconteceu na antiga capital do país, é possível acontecer em qualquer cidade do Brasil.
Uma cidade linda, conhecida por sua rica história, está à mercê do crime que se faz presente desde o controle de facções criminosas nos mototáxi nas favelas até na política partidária. Existe alguma solução para o Rio de Janeiro?
O primeiro passo é compreender o problema. A Brasil Paralelo foi até a cidade para entrevistar pessoas que combatem e vivem com o crime de perto. Uma produção arriscada, com imagens exclusivas de dentro de algumas das favelas mais perigosas do país.
Prepare-se para questionar o que te contaram sobre a violência no Rio de Janeiro!
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