Jim Caviezel, o ator americano que interpretou o papel de Jesus Cristo no filme "A Paixão de Cristo", dirigido por Mel Gibson, concedeu uma entrevista ao programa "Praise" da emissora TBN.
Na entrevista, ele compartilhou histórias inéditas de sua vida e explicou como as dores de sua infância o ajudaram a vivenciar as dores da crucificação.
Aos 16 anos, fugiu de casa descalço, correndo 16 quilômetros em uma estrada fria, movido por raiva e dor de uma infância difícil.
“Eu não percebi, mas meus pés estavam todos cortados e eu não percebi que estava descalço”.
Chegou à casa de um amigo e foi acolhido por Aggie, o pai dele, que, segundo Caviezel, o recebeu com amor incondicional.
“Eu estava tão cheio de raiva que entrei e sentei, e ele simplesmente me amou e não disse muito, mas apenas disse: ‘Se você algum dia tiver dificuldades, sabe, se alguma vez sentir dor, qualquer que seja a situação, venha’.
Esse momento ficou marcado na memória do ator.
“Eu senti que aquele homem foi um dos rostos que vi enquanto estava interpretando Jesus, que ele representava Jesus para mim, é assim que conheci Cristo”.
Aggie morreu dias após aquele encontro, na quinta-feira daquela semana.
“Ele não me julgou, não condenou ninguém, ele simplesmente esteve lá por mim. Havia uma voz em mim que dizia: ‘Você não pode me machucar, nada pode me machucar fisicamente porque as feridas em meu coração já doem tanto’”.
No podcast, Caviezel disse que Deus usou essas lutas para dar força ao seu papel como Jesus. A dor de correr descalço e o amor de Aggie moldaram sua interpretação em A Paixão de Cristo.
Durante a entrevista, Jim Caviezel, lembrou os desafios físicos que enfrentou ao interpretar Jesus em A Paixão de Cristo.
“Fui atingido por um raio. Bem, isso é bem conhecido, já falei sobre isso antes, mas antes disso houve uma luxação no ombro, e acontecia nas partes mais estranhas do filme”.
Uma cena marcante foi com Maria, mãe de Jesus.
“Há uma cena em que Maria corre até Jesus e diz: ‘Estou aqui.’ E ele e, nessa tomada, eu caí, e se você colocar em câmera lenta, verá uma corrente de sangue saindo da minha boca, quase mordi minha língua”.
Enquanto caía, ele tentou falar: “E comecei a virar-me para ela e digo: ‘Eis que faço novas todas as coisas, novas todas as coisas’”.
Segundo Caviezel, a dor era insuportável.
“Meu ombro estava com a articulação AC tão danificada que mal conseguia levantá-lo”, disse
O ator lembra de como o diretor Mel Gibson retratou a cena:
“Mel fala sobre isso como se fosse um bebê a quem eu adorava a cruz, mas na verdade eu estava gritando de dor ao tentar levantar meu braço sobre a cruz, mas estava tentando ficar calmo”, confessou.
Ele via esses momentos como mais que acidentes.
“E, você sabe, a maioria das pessoas não percebe que esses pequenos erros eram milagres”, afirmou.
Para Caviezel, a dor física se tornou parte de sua entrega ao papel de Jesus.
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