Os 3 primeiros meses do governo Lula foram marcados pelo aumento das invasões de terras, organizados principalmente pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Frente Nacional de Lutas Campo e Cidade (FNL).
Segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), ocorreram 16 invasões em diversas regiões do Brasil nos 3 primeiros meses de 2023. Como referência, em todo o primeiro ano de governo Bolsonaro (2019), aconteceram 11 invasões.
Em 2020 o número de invasões se manteve, aumentando nos anos seguintes:
O mês de abril é importante para o MST por relembrar a morte de 21 manifestantes quando se preparavam para invadir uma fazenda em Eldorado dos Carajás, no Pará, em 1996. O movimento aproveita o mês para intensificar suas ações.
João Pedro Stédile, líder do MST, foi questionado pelo jornal Metrópoles se as ocupações vão se estender para além de abril. Ele respondeu:
"Vai acontecer não só em abril, mas porque (sic) é a forma das mobilizações pressionarem para que se aplique a lei da reforma agrária que está na Constituição brasileira".
Segundo ele, esse tipo de atividade não é novidade, pois o MST usa essas ações para pressionar as autoridades.
"Mobilização popular, manifestações, vigília, marchas, ocupações de latifúndio improdutivo ou de terras públicas fazem parte da nossa existência. Então, não há nenhuma novidade nisso".
Stédile foi convidado por Lula para participar da comitiva oficial do governo brasileiro a China.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, defendeu o diálogo com o MST e celeridade na reforma agrária em entrevista à Band News.
Em relação às recentes invasões de terra, Teixeira disse que “todos os conflitos agrários podem ser resolvidos por diálogo”.
A Câmara dos Deputados está tentando realizar uma proposta de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o MST. O documento já obteve 172 assinaturas, número mínimo para que seja protocolado.
O objetivo principal é investigar as invasões realizadas pelo MST e como a organização financia suas ações.
O deputado federal Ricardo Salles, um dos responsáveis pelo pedido da CPI, pontuou:
"É preciso averiguar o 'modus operandi' de invasões de terras, porque há extorsão de proprietários, ameaça, utilização de arma ilegal e uma série de outros crimes que permeiam essas atividades, que tentam se revestir de movimento social”.
Ele também citou a investigação de suposta “omissão de autoridades”.
A insegurança no Brasil não acontece apenas nas zonas rurais. É comum que os brasileiros tenham medo de ir até a esquina, de atender o telefone na rua. As casas possuem grades nas janelas, os lares replicam a estrutura de prisões (tanto nas cidades quanto no campo).
Sente-se que a vida está em risco, todos os dias. Para sanar a doença, é preciso primeiro realizar o diagnóstico.
Buscando trazer um panorama sério e profundo, sem usar a lente de ideologias políticas, a Brasil Paralelo desenvolveu um documentário inédito: Entre Lobos.
O filme revela pela primeira vez as verdadeiras causas da insegurança que afeta todos os brasileiros.
A produção também mostra o mundo real do combate ao crime, com o dia a dia e as dificuldades das polícias no Brasil.
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