O deputado publicou um vídeo em suas redes sociais no qual defende o projeto de anistia em tramitação no Congresso Nacional.
Ao longo do vídeo, Nikolas levantou alguns casos de pessoas que foram presas por supostos envolvimentos com os protestos de 8 de janeiro de 2023.
Conheça abaixo as histórias das pessoas mencionadas no vídeo:
A missionária está presa em no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luiz (MA), desde 17 de março de 2023
Natural de São Luís, Eliene foi a Brasília em 7 e 8 de janeiro com membros de um grupo pró-Bolsonaro para gravar vídeos e anotar ideias para um livro sobre os manifestantes.
A PF confirmou sua presença no Planalto e no Congresso. Ela mesma havia publicado em suas redes sociais algumas fotos dentro de prédios públicos durante a invasão.
“Os atos registrados por Eliene em seu perfil no Instagram decorreram de invasão, violência e depredação dos edifícios sedes dos Poderes da República, constituindo-se como afrontas graves ao Estado Democrático de Direito”, afirma o inquérito da Polícia Federal.
Presa desde março de 2023, Alexandre de Moraes negou quatro pedidos de soltura, afirmando que sua liberdade “representa grave comprometimento da ordem pública”.
Segundo a defesa de Eliane, a jovem já passou por diversas agressões de outras detentas, inclusive um ataque com uma gilete. Sua advogada afirma que os ataques tiveram motivações políticas.
A balconista, grávida de oito meses, foi presa em 9 de janeiro de 2023 no acampamento do quartel-general.
A defesa alega que ela chegou a Brasília entre 17h e 18h do dia 8, horas depois dos atos, mas Moraes rejeitou intimar o motorista do ônibus como testemunha.
A própria Procuradoria-Geral admite que não há provas da participação dela nos atos de vandalismo.
Apesar disso, a Justiça considerou que ela cometeu crime ao ir para um acampamento em frente ao quartel-general após os protestos:
“A acusada estava ciente dos atos violentos que ocorreram naquele dia, e mesmo assim optou por seguir no acampamento até a manhã do dia 9 de janeiro de 2023, quando foi presa em flagrante”.
Paulo chegou a Brasília às 21h do dia 8, vindo de Goiás com dez bandeiras para vender e pagar a pensão do filho.
No dia 9 de janeiro, ele foi pego no acampamento. Paulo foi condenado por associação criminosa e incitação ao crime. O vendedor de bandeiras ficou preso no presídio da Papuda.
Apesar do sistema de localização de seu celular provar que não esteve nas invasões, o STF usou o mesmo entendimento do caso de Diovana para condená-lo.
A Corte rejeitou a tese apresentada pela defesa, de que ele apenas buscava lucrar com a venda de bandeiras para as pessoas no acampamento.
O morador de rua, de 58 anos, foi detido no mesmo acampamento no dia 9 de janeiro no acampamento onde buscava comida e abrigo.
Assim que a Justiça conseguiu comprovar a condição de morador de rua, Beltrão foi liberado provisoriamente.
Sem provas de atos ilegais, a PGR ofereceu um acordo de não persecução penal. Sua advogada, Silva Giraldelli, relatou ao Estadão que ele não aceitou o acordo e pediu para trocar a defesa.
“Não tenho endereço, como vou carregar a tornozeleira, como vou pagar a multa se não tenho nem dinheiro para comprar comida?”, perguntou ao juiz auxiliar.
Desde então, a Justiça não conseguiu mais encontrar Beltrão para que o acordo fosse assinado.
Ezequiel Ferreira Luís, caminhoneiro de 43 anos e pai de seis filhos, foi condenado por estar no Palácio do Planalto durante os protestos, apesar de não haver registros de que tenha vandalizado o lugar.
A advogada Adrielle Lima afirma que ele alegou ter ido a Brasília em 6 de janeiro para devolver um carro alugado
Ele teria entrado na Esplanada durante o dia 8 apenas por curiosidade, “sem qualquer intenção de participar ativamente” da invasão.
Preso em flagrante no local, ele foi solto em 7 de agosto de 2023 com liberdade provisória, mas rompeu a tornozeleira eletrônica após ser alvo de uma ordem de prisão.
O STF julgou que Ezequiel “seguiu com o grupo que ingressou no Palácio do Planalto, local fechado para o público externo, empregando violência e com objetivo declarado de implantar um governo militar”, conforme a denúncia.
Ezequiel está com mandado de prisão em aberto no Banco Nacional de Medidas Penais, mas sua localização não é conhecida.
Parlamentares da oposição levaram sua esposa Vanessa e filhos à Câmara em 11 de março de 2025 para pressionar pela anistia.
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