Em um novo vídeo que impactou as redes sociais, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu a anistia aos aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Criticou também a proporcionalidade das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O deputado questionou as diferenças nas punições comparadas a outros crimes de grande repercussão:
“Logo no país onde a maior apreensão de dinheiro em espécie foi feita na casa de Geddel Vieira Lima, 51 milhões de reais, ele foi condenado a 14 anos de cadeia e já está em prisão domiciliar. No mesmo país, Sérgio Cabral, condenado a 400 anos por corrupção, ficou preso menos de 7 anos e já está solto”.
Nikolas cita como exemplo a proposta de condenação de 14 anos da cabeleireira Débora Rodrigues em março. Ele apontou que a pena dela foi próxima à de Geddel, embora os crimes tenham escalas diferentes.
Nikolas afirma que os envolvidos no 8 de janeiro “estão sendo tratados como se fossem inimigos da democracia”.
Nikolas apresenta uma lista de eventos em que manifestações de pessoas com diferentes posicionamentos políticos não resultaram em punições.
O deputado menciona os seguintes episódios:
“Em 2006, o MST invadiu e depredou a Câmara. Condenados? Zero”.
E continua:
“Em 2017, o protesto 'Ocupa Brasília' reuniu 45 mil manifestantes de esquerda contra Temer. Nesse dia, a sede de três ministérios foi incendiada e houve depredação em oito prédios. Número de condenados: zero”.
“Em 2018, o prédio da ministra Cármen Lúcia foi pichado por integrantes do MST. Sabe qual foi a condenação para eles? Zero”.
Ao questionar a proporcionalidade das penas, Nikolas afirma a parcialidade da Justiça:
“Onde estava o STF para condená-los há 14 anos de prisão? Percebe? Não há justiça, muito menos senso de proporção nas condenações”.
Enquanto critica, o deputado enfatiza que discorda das depredações ocorridas em 8 de janeiro:
“Mas, Nicolas, você vai passar pano só porque está do seu lado agora? Claro que não. O dia 8 foi um dia lamentável para o nosso país. Quebradeira e desordem nunca fez parte Também pede a equivalência nas condenações ou absolvições, independentemente da posição política.
O Brasil já anistiou torturadores e corruptos. Negar perdão ao manifestante é escolher punir só quem tem menos poder. Ou se coloca todos os envolvidos da esquerda que já fizeram o mesmo na cadeia, ou se solta os da direita, para ficarem em situação igual aos da esquerda”.
Assista o vídeo na íntegra:
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