Karol Wojtyła, nascido em 18 de maio de 1920 em Wadowice, Polônia, tornou-se São João Paulo II, o papa que enfrentou o comunismo e mudou o curso da história.
Eleito em 1978, foi o primeiro pontífice não italiano em 455 anos e liderou a Igreja Católica até sua morte em 2 de abril de 2005.
"Não tenham medo", declarou em sua posse ecoando uma mensagem de esperança que atravessou o Muro de Berlim e inspirou milhões.
Sob sua liderança, a Igreja apoiou movimentos como o Solidariedade na Polônia, contribuindo para o colapso do bloco soviético.
"Ele viveu a perseguição na pele", escreveu o historiador Norman Davies, destacando como Wojtyła resistiu ao regime stalinista que ocupou sua terra natal após a Segunda Guerra.
Ordenado padre em 1946, Wojtyła enfrentou a repressão soviética vendo amigos presos e igrejas fechadas, mas manteve a fé viva em segredo.
Como papa, visitou 129 países, sobreviveu a um atentado em 1981 e promoveu a reconciliação inter-religiosa, como no encontro de Assis em 1986.
Seu papado de 26 anos – o terceiro mais longo da história – deixou um legado de resistência e renovação, culminando em sua canonização em 2014.
João Paulo II forjou com Ronald Reagan, presidente dos EUA de 1981 a 1989, um aliança contra o comunismo. Eles se encontraram em 7 de junho de 1982 no Vaticano, selando uma parceria estratégica, conforme a TIME.
"Somos almas gêmeas", disse Reagan, segundo Paul Kengor em A Pope and a President. Ambos sobreviveram a atentados em 1981, Reagan em março, o papa em maio – e viam nisso um chamado para derrotar o "império do mal", termo de Reagan para a URSS.
O papa forneceu dados sobre a resistência polonesa via Solidariedade, enquanto Reagan pressionava economicamente os soviéticos.
"Ele foi meu melhor amigo", escreveu Reagan em seu diário após a morte do papa, conforme o Reagan Library. Em 1987, em Roma, Reagan agradeceu ao papa por inspirar a queda do Muro de Berlim, um marco que celebraram como vitória da liberdade.
A relação com Madre Teresa, canonizada em 2016, foi um laço de compaixão. Eles se conheceram em 1973, no Congresso Eucarístico em Melbourne, mas a amizade floresceu em 1986, quando o papa visitou o Nirmal Hriday, lar de Madre Teresa em Calcutá.
"Você é a mulher do século", disse ele ao beijar sua testa, conforme a Catholic News Agency, admirando sua entrega aos pobres.
Madre Teresa via no papa um guia espiritual. Após o atentado de 1981, ela rezou por ele e, em 1983, visitou-o em Roma, pedindo apoio às Missionárias da Caridade:
"Ele me ensinou a amar mais", escreveu ela em uma carta, citada por George Weigel. João Paulo II beatificou-a em 2003, seis anos após sua morte, em um processo recorde, unindo seus legados contra a miséria e o materialismo.
A influência de João Paulo II é debatida: Timothy Garton Ash, em The Magic Lantern, credita-lhe um papel decisivo na queda do comunismo, enquanto John Cornwell, em A Pontiff in Winter, critica sua centralização na Igreja.
"Ele foi um catalisador", disse Lech Wałęsa ao Vatican News, exaltando seu apoio à Polônia. No Brasil, sua visita em 1980 reforçou a fé em tempos de ditadura, como reflete Dom Odilo Scherer ao Estadão: "Ele nos ensinou a resistir".
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