Com o domínio territorial, as facções criminosas ampliaram suas operações para além da venda de drogas, chegando a lucrar mais com extorsões e outras fontes de renda.
Atualmente o crime organizado controla um vasto território ao redor do Brasil. Uma pesquisa do Datafolha aponta que pelo menos 23 milhões de brasileiros vivem em áreas dominadas pelo crime.
Segundo investigadores da Polícia Civil ouvidos pelo jornal O Globo, estimativas apontam que criminosos na favela da Rocinha possuem uma receita mensal de até R$12 milhões e apenas 25% desse valor provém da venda de drogas.
Com os 2.120 mototáxis da favela da Rocinha pagando R$150 por semana, o tráfico arrecada R$318 mil, quase R$1,3 milhão por mês. As 60 vans da cooperativa pagam R$930 semanais cada, gerando R$223.200 mensais.
A essa se somam a exploração de sinais clandestinos de TV e internet, além do monopólio em itens essenciais, como gás e até água mineral.
Um botijão de gás custa R$140 na Rocinha, R$40 a mais do que em outros bairros, e o gatonet, usado por 70% das casas, sai a R$100 por mês no plano mais barato.
Narrativa de guerra às drogas já não se aplica ao caso brasileiro, é o que afirma o Secretário da Polícia Civil do RJ, Felipe Curi, em uma entrevista exclusiva para o documentário da Brasil Paralelo Rio de Janeiro: Paraíso em Chamas.
“As pessoas ainda insistem em falar em guerra às drogas, não existe guerra às drogas. Essa questão de guerra às drogas já acabou há muito tempo.”
“Dentro do universo de pessoas que você conhece, quantas usam droga? Chegou a um número? Agora, quantas usam internet, celular, transporte, água, luz, pão, construção civil? Hoje tudo isso pe receita explorada pelas organizações criminosas” (Victor Santos, secretário de Segurança do RJ)
O potencial econômico do controle territorial faz com que diversos grupos criminosos tentem expandir seu poder através da violência.
Rodrigo Pimentel, ex-agente do BOPE destaca que atualmente “para a facção, o que importa é o território, vender maconha e cocaína é Besteira.”
A capital carioca, que já foi retratada como um paraíso tropical por alguns dos maiores artistas do país, passou a ser controlada e disputada pelo crime organizado.
Entenda como isso aconteceu e o risco do mesmo acontecer em todo o Brasil com o documentário Rio de Janeiro: Paraíso em Chamas.
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