Talvez você não saiba quem é Roberta Flack, mas é provável que você já tenha ouvido `Killing me Soflty`. Uma das mais conhecidas baladas de soul music americano, o hit é considerado um das melhores pelas renomadas revistas"Rolling Stone" e "Billboard".
Sua intérprete, Roberta Flack, faleceu nesta segunda-feira , 24 de janeiro.
Em 2022, foi anunciado que ela sofria de esclerose lateral amiotrófica, conhecida como `doença de Lou Gehrig`, o que a impossibilitava de cantar e dificultava sua fala.
A canção "Killing Me Softly with His Song" nasceu da colaboração entre o compositor Charles Fox e o letrista Norman Gimbel.
A primeira intérprete a gravá-la foi Lori Lieberman em 1972. No entanto, a versão inicial, marcada por arranjos de violão no estilo folk, não alcançou sucesso imediato.
O destino da música mudou quando Roberta Flack, então uma promissora artista de soul, a descobriu durante um voo.
Encantada pela melodia, Flack decidiu criar uma versão própria.
Ao se apresentar em um show de abertura para Quincy Jones, em setembro de 1972, Flack foi encorajado por Jones a tocar uma nova música e escolheu Killing Me Softly.
Ao ver a reação da plateia, Jones a aconselhou a não mais cantá-la até que a gravasse. Flack gravou uma interpretação com um tom soul enriquecido por piano e percussão. O formato era ideal para ser veiculado na rádio e transformou a música em algo monumental.
Essa versão de Flack rapidamente subiu ao topo das paradas nos EUA, Austrália e Canadá e lhe rendeu o prêmio Grammy de 1974 na categoria de Gravação do Ano e Melhor Performance Vocal Pop Feminina.
Nos anos 1990, a canção `renasceu´ quando os Fugees decidiram reinterpretá-la, com Lauryn Hill nos vocais. Em 1996, Jonathan Peters remixou a música de Flack, levando-a ao auge das paradas de dança.
A interpretação por Flack não só entrou para o Hall da Fama do Grammy como também assegurou seu lugar nas prestigiadas listas da "Rolling Stone" e "Billboard".
Flack nasceu em Black Mountain, Carolina do Norte. Começou a ter aulas de piano aos 9 anos e, aos 15, ganhou uma bolsa de estudos para a Howard University, onde se formou em educação musical.
Recebeu formação clássica e desejava seguir carreira na música erudita, mas foi no gênero soul que alcançou as paradas de sucesso.
Ela produziu 20 álbuns de estúdio, e suas músicas atingiram o auge nos anos 70. Recebeu 13 indicações ao Grammy e venceu quatro deles na década de 1970, além de ter conquistado também o Grammy Lifetime Achievement Award em 2020.
Roberta Flack também se destacou por ser a primeira artista a ganhar duas vezes seguidas o troféu de Gravação do Ano, com as músicas:
.Os representantes da cantora lamentaram seu falecimento em um comunicado:
"Estamos tristes pelo falecimento da gloriosa Roberta Flack na manhã de 24 de fevereiro de 2025. Ela morreu pacificamente cercada por sua família. Roberta quebrou limites e recordes. Ela também era uma educadora orgulhosa.”.
Roberta Flack deixa um filho, o músico Bernard Wright.
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