A autoridade responsável pelos esportes escolares da Pensilvânia, a Pennsylvania Interscholastic Athletic Association (PIAA), abandonou sua política anterior sobre atletas transgêneros.
Agora, as escolas devem definir o sexo biológico dos atletas, e não o gênero, para cumprir a ordem executiva de 5 de fevereiro assinada pelo presidente Donald Trump.
A ordem, intitulada Keeping Men Out of Women's Sports, determina que apenas atletas do sexo biológico feminino podem competir em categorias femininas. Escolas que não seguirem a diretriz correm o risco de perder financiamento federal, uma ameaça que pressiona instituições dependentes desses recursos.
A mudança na PIAA foi aprovada na semana passada, segundo a NBC, refletindo uma adaptação rápida à nova política nacional.
O texto revisado da PIAA estabelece que os diretores escolares decidem o sexo do atleta quando há dúvidas, orientando as escolas a consultar advogados para garantir conformidade.
Antes, a política permitia flexibilidade com base na identidade de gênero, mas isso foi eliminado para alinhar-se à visão de Trump de que "sexo é uma realidade biológica imutável".
Nem todos estão seguindo o exemplo da Pensilvânia. Maine, por exemplo, considera ignorar a ordem, mantendo políticas mais inclusivas para atletas transgêneros. Outros estados adotam uma postura cautelosa, aguardando desdobramentos legais.
A NCAA, por sua vez, já ajustou suas regras, proibindo mulheres transgênero de competir em esportes femininos universitários a partir de 6 de fevereiro, um dia após a ordem de Trump.
Críticos da medida argumentam que ela exclui um grupo pequeno de atletas sem evidências amplas de vantagens competitivas. Defensores da inclusão afirmam que o foco deveria ser na equidade e no bem-estar dos estudantes, não apenas na biologia.
Já apoiadores da ordem, como Trump, insistem que ela protege a integridade dos esportes femininos, evitando "injustiças e riscos" para as atletas cisgênero.
Especialistas preveem uma enxurrada de processos judiciais. Associações esportivas e famílias de atletas transgênero já sinalizam ações contra a ordem, alegando violações de direitos constitucionais e do Título IX, que proíbe discriminação sexual em programas educacionais. Em New Hampshire, dois adolescentes trans já desafiam a ordem em tribunal.
A decisão da Pensilvânia marca um ponto de virada, mas o debate está longe do fim. O resultado dessas disputas legais pode redefinir o futuro dos esportes escolares nos EUA.
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