O rapper Oruam protagonizou mais uma prisão na manhã desta quarta-feira, 25 de fevereiro.
Durante operação de busca e apreensão , as autoridades localizaram Yuri Pereira Gonçalves, suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas, que estava em posse de uma arma de fogo 9mm, além de munição.
O traficante foi encontrado na casa de Oruam, em Joá, no Rio de Janeiro.
A operação foi deflagrada após a divulgação de um vídeo em que ele aparece atirando em sua casa em Igaratá, na região de São José dos Campos, São Paulo.
A busca não tem conexão com a recente detenção de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, nome de registro do cantor, ocorrida há uma semana por condução imprudente.
A ordem judicial executada hoje buscava as armas envolvidas no episódio divulgado no vídeo em dezembro de 2024.
A presença de Yuri na propriedade resultou na acusação de favorecimento pessoal contra Oruam, delito caracterizado pelo auxílio a um criminoso para evitar sua captura. Márcia Nepomuceno, mãe do músico, também foi envolvida na operação policial.
Oruam foi liberado aproximadamente às 10h40 desta manhã, após assinar um termo circunstanciado.
O cantor, ao deixar o local, declarou aos repórteres que “seu companheiro Yuri”, detido em sua propriedade, não tem envolvimento com o tráfico de drogas. Afirmou também que a bala disparada no episódio de dezembro era de borracha.
Oruam afirmou:
"Ele não é traficante. Ele é uma pessoa normal e é meu amigo. Eu não sabia que ele estava foragido. Naquele dia, era bala de borracha. Vou voltar tranquilo para casa. O meu álbum está bombando e está do jeito que eu queria”
Oruam havia sido detido na Barra da Tijuca, na tarde do dia 20 de fevereiro, após realizar uma manobra conhecida como "cavalo-de-pau" diante de uma viatura policial durante uma blitz.
Após a ocorrência, o rapper ainda parou o carro virado para a contramão.
Uma multidão de curiosos se aglomerou ao redor do veículo policial enquanto o cantor era detido.
Oruam foi liberado da após efetuar o pagamento de uma fiança no valor de R$60.720,00, equivalente a 40 salários mínimos.
Mauro Davi dos Santos Nepomuceno é um famoso trapper brasileiro. Apesar de não ter nenhum disco gravado, ele acumula músicas baixadas mais de 10 milhões de vezes em plataformas como o Spotify. Em suas músicas fala sobre sexo, ostentação e o fato de ser filho de um dos principais traficantes de drogas do Brasil, preso há mais de 20 anos.
Mauro tem 23 anos. Nasceu em 1º de março de 2000, na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, e passou sua infância no Morro do Alemão. Na comunidade, seu pai, o traficante Marcinho VP, construiu um império ao liderar o Comando Vermelho.
Sob o nome artístico de Oruam, ele é famoso por canções com letras marcantes como “nós te colocando e te botando até de manhã” ou “não vou perdoar você sensualizando, o tigrin tá lucrando” e outras do gênero.
No Instagram, Oruam é seguido por 9 milhões de pessoas.
Iniciando sua trajetória no cenário musical do funk e rap, Oruam atingiu o ápice de sua carreira ao se apresentar no festival Lollapalooza de 2024.
A Lei Anti-Oruam é uma iniciativa legislativa que está ganhando terreno em várias cidades brasileiras, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia.
O projeto de lei tem como objetivo impedir a contratação, com recursos públicos, de artistas que façam apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas em suas obras, especialmente em eventos voltados para crianças e adolescentes.
A proposta estabelece medidas para garantir sua eficácia. Em caso de violação, os contratos com os artistas em questão seriam imediatamente anulados.
Além disso, o projeto prevê a aplicação de multas, que podem atingir até 100% do valor acordado para a apresentação.
O rapper Oruam e a vereadora Amanda Vettorazzo, do União Brasil de São Paulo, encontram-se no centro de uma polêmica que ganhou repercussão nacional.
A controvérsia teve início quando Vettorazzo propôs um projeto de lei visando proibir apresentações do cantor na capital paulista.
A vereadora justificou sua proposta alegando que as músicas de Oruam promovem apologia às drogas, ao crime e ao sexo. Em declaração, Vettorazzo afirmou:
"Quero proibir o Oruam de realizar shows em São Paulo! Apologia às dr0g4s, ao sex0 e às facções criminosas são os principais temas das músicas do rapper Oruam, filho de Marcinho VP, um dos líderes do Comando Vermelho, organização criminosa que aterroriza o Rio de Janeiro".
Ela também expressou preocupação com o que considera uma tendência preocupante na música:
"Abriram as porteiras para que rappers e funkeiros começassem a produzir músicas endeusando criminosos e líderes de facções".
Em resposta, Oruam gravou um vídeo rebatendo as acusações. No conteúdo, ele se dirige à vereadora de forma contundente:
"Tu vai proibir é o c**. É só não falar meu nome, se não, você vai conhecer o capeta".
O cantor defendeu-se afirmando que "canta o que vive" e criticou o que considera um tratamento desigual:
"Quando é um playboy cantando, ninguém fala nada".
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