Como ninguém reagiu às atrocidades do holocausto nazista contra os judeus? Quando todos os crimes ocorreram, houve o processo do "silêncio dos bons". Bruna Galperin é brasileira, descendente de judeus da Bielorrússia que fugiram para o Brasil, confira seu relato sobre como os judeus se sentem neste momento.
Para Galperin, novamente o silêncio dos bons vigora.
"Eu estudei em escola judaica na época que eu morei no Rio de Janeiro. Para quem não sabe, as escolas judaicas não têm uma identificação na porta, por uma questão de segurança. Elas também tem um portão com tecnologia de proteção anti-bombas e a prova de balas. Todos os anos a gente fazia uma simulação, uma simulação contra atentados terroristas. Essa é a realidade das pessoas judias, ainda que elas morem no Brasil".
Dividiu Bruna Galperin em um vídeo que postou em seu Instagram.
Desde nova, ela se questionou como foi possível que algo como o Holocausto ocorresse. Para Galperin, o mesmo problema que permitiu tamanha crueldade na Segunda Guerra, acontece agora:
"Eu nunca consegui entender como é que o holocausto aconteceu. Como é que as pessoas do mundo inteiro permitiram que isso acontecesse? Por que os judeus não reagiram? Por que não se defenderam? Porque o mundo não defendeu essas pessoas que eram arrancadas de dentro de casa para morrer, sufocadas num chuveiro de gás ou queimadas em fornos. Por quê? E aí o que está me assustando é que agora eu estou entendendo como é esse processo de silêncio dos bons".
Ela divide que a surpreendeu como diversas pessoas do seu círculo social. Muitos são engajados com política e outros assuntos do momento e simplesmente quase todos estão em silêncio sobre os atentados do Hamas em Israel.
"Bruna, tem um lado certo? Tem sim, gente. Tem um lado certo e é muito claro porque não se trata de uma briga política, os fatos são muito simples. Uma organização terrorista atacou civis inocentes na manhã de um sábado, estuprou bebês, arrancou pernas, arrancou olhos de crianças na frente dos pais deles, arrancou um feto dentro da barriga da própria mãe, deixou ele ainda ligado pelo cordão umbilical e esfaqueou ele.
Então sim, sim, é muito fácil tomar um lado. É muito fácil, sim, tomar um lado quando você vê um povo que ama a vida sendo massacrado por um grupo de pessoas cujo estatuto prevê a eliminação de judeus e cristãos no mundo inteiro. Isso sim é genocídio. Então eu não tenho como me calar".
"Queria trazer algumas informações para quem não sabe. Para quem não sabe, em Israel, em tempos que não são como as últimas três semanas, o normal é que vários cidadãos de Gaza entrem em Israel diariamente para trabalhar. Milhares de palestinos trabalham em Israel. Milhares. 25% da população israelense é composta por árabes e muçulmanos".
Muitos alegam que Israel promove um apartheid com os Palestinos e que Gaza é a maior prisão do mundo a céu aberto. Galperin revela informações que quase nunca são divulgadas:
"Um apartheid no qual a filha do líder do Hamas foi tratada em um hospital israelense, agora, recentemente. O próprio líder do Hamas foi tratado de um câncer cerebral em hospitais israelenses.
Agora, curiosamente, o Egito não abre fronteiras para refugiados palestinos. O Irã não abre fronteiras. A Turquia não abre. Ninguém quer receber, né, esses palestinos. Ninguém quer".
"E o que eu tenho visto são esses liberais de esquerda, supostamente liberais, (...) que apoiam um grupo de pessoas que elimina, extermina gays, que elimina e extermina mulheres. Não faz o menor sentido. Para mim é muito fácil, é uma conta muito, muito, muito simples. E eu não consigo entender".
Muitos tem usado o termo genocídio para descrever as ações de Israel contra o Hamas, mas esta palavra foi inventada para conseguir explicar o extermínio sem precedente de Judeus pelo Nazismo.
"A palavra genocídio foi criada para explicar o holocausto, porque não existe uma palavra para explicar o que aconteceu, para explicar 6 milhões de judeus serem exterminados da face da terra. Então foi criada essa palavra, lá em 1944, para explicar essa atrocidade. Toda guerra é trágica, toda guerra acarreta mortes e chamar essas mortes decorrentes da guerra de genocídio é uma temeridade e uma ignorância. Genocídio é o que o Hamas pretende fazer, eliminar judeus, por quê? Porque eles são judeus. Não é porque eles ocupam Israel, porque eles querem eliminar os judeus que estão no Brasil, que estão no Chile, que estão nos Estados Unidos, que estão na Índia, que estão em qualquer lugar do mundo. Então não é uma questão territorial, é uma questão racial. Isso sim é genocídio".
"E aí ficam vários questionamentos. Por que que os palestinos recebem doações do mundo inteiro, inclusive do Irã, do Catar, e são tão pobres?"
Questiona Bruna Galperin. Ela vai além e afirma que os líderes do Hamas são milionários e vivem fora de Gaza, enquanto seu povo sofre com a miséria.
"Se você até agora ainda não sabe que lado tomar, deixa eu desenhar um pouquinho melhor pra vocês. Vocês têm visto soldados israelenses estuprando bebês e arrastando mulheres pelo cabelo no meio da rua? Vocês têm visto algum israelense arrancando olhos de crianças e decapitando bebês? Vocês têm visto soldados israelenses estuprarem mulheres até quebrar a pelvis delas? Vocês têm visto soldados israelenses sequestrando idosos, bebês, crianças, pais, mães, famílias inteiras e arrastando para dentro de Israel? Você tem visto isso? Eu não tenho visto. Se você tiver visto, me manda".
"Outra dúvida que eu tenho é esse movimento Palestina Livre. Livre de quem? Quem é que está colonizando a Palestina? Israel deixou de ocupar a Faixa de Gaza desde 2005 e retirou de lá todos os cidadãos israelenses. E quem é que controla a Faixa de Gaza? Quem é o governo da Faixa de Gaza? É o Hamas, queridos. É o Hamas, que doutrina bebês e crianças desde que eles foram concebidos até o dia da morte deles a eliminar judeus".
Bruna Galperin conclui seu argumento:
"Terrorismo não é aceitável, não é negociável, não existe argumento para defendê-lo, não existe. O que seria proporcional Israel fazer? Proporcional mesmo seria os soldados israelenses entrarem nas casas das pessoas, queimarem elas vivas, estuprarem todas elas, sequestrar, isso seria proporcional.
Israel não está fazendo isso, Israel está avisando quando vai atacar, pedindo evacuação. Vocês acham realmente que se os israelenses quisessem exterminar os palestinos, isso já não teria acontecido?"
Para compreender as origens do conflito que está impactando milhares de pessoas hoje, a Brasil Paralelo produziu um episódio exclusivo do Insight BP, Qual a Origem do Conflito Entre Israel e Palestina?
Devido à importância do tema, o episódio está aberto gratuitamente no Youtube da Brasil Paralelo.
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