Uma em cada cinco pessoas entre 15 e 29 anos parou de estudar antes de terminar o Ensino Médio. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) revelou que essa população era de aproximadamente 9,1 milhões em 2023.
A pesquisa divulgada em 4 de dezembro avaliou o número de pessoas que terminaram a educação básica, que compreende o ensino infantil, o ensino fundamental e o ensino médio.
De acordo com o relatório:
A boa notícia é que o abandono escolar está caindo. Em 2016, 25,3% dos jovens deixaram os estudos, quando a série histórica começou. Em 2022, essa porcentagem chegou a 19,9%.
Sobre isso, o IBGE concluiu:
“Embora se verifique um aumento da conclusão da educação básica obrigatória a cada geração de brasileiros, ingressar no ensino médio ainda é um desafio para uma parcela dos jovens de 15 a 29 anos".
Para entender o porquê desse cenário que afeta não só o dia a dia, mas o futuro do país, a Brasil Paralelo lançou o documentário Original Pátria Educadora. A série de três episódios narra como a qualidade da educação brasileira degringolou especialmente após 1934.A Gravação
A equipe da Brasil Paralelo entrevistou estudiosos do assunto, entre os quais:
O primeiro episódio narra como a educação formal passou a desprezar a educação clássica, como Platão e Aristóteles. Os especialistas explicam o que é educação e seus conceitos básicos, que consistem em pensar para que o aluno encontre a verdade.
Assista ao primeiro episódio gratuitamente:
O IBGE também perguntou por que as pessoas abandonaram os estudos. Enquanto 53% dos homens afirmava que precisava trabalhar, 23,1% das mulheres disseram que engravidaram e precisaram cuidar dos filhos, o que as impediria de continuar estudando.
O levantamento também analisou as motivações de cada faixa etária para não concluir a educação formal. Veja o resultado:
O IBGE descobriu também que a taxa de pessoas entre 25 e 64 anos que não concluíram a educação básica é de 40,1%.
Isso representa mais do que o dobro da média dos países Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que em 2022 foi de 19,8%.
A porcentagem também está acima de países da América Latina como:
Apesar da queda na evasão escolar entre 2016 e 2022, o instituto aponta que os índices ainda são altos em comparação aos países mais ricos do mundo.
A falta de escolaridade da população impacta diretamente o desenvolvimento de um país. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas de 2023 mostrou que a qualidade da educação está diretamente ligada ao crescimento econômico.
Segundo o relatório, quanto mais escolarizadas as pessoas são, maior é a renda per capita. Isso gera aumento no PIB e desenvolvimento econômico.
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