A Prefeitura de Belo Horizonte compartilhou em suas plataformas digitais um vídeo com a colaboração do influenciador Luiz Othavio, conhecido como Zotha, mostrando dois homens se beijando durante o carnaval.
Um deles estava fantasiado de Jesus e o outro de diabo. Essa publicação despertou forte indignação nas redes sociais.
O vereador de Belo Horizonte, Pablo Almeida (PL), produziu um vídeo criticando o conteúdo.
Segundo ele, a ação se caracterizou como vilipêndio, um ato que figura como crime. Por isso, ele destacou que a administração municipal precisaria justificar sua aprovação da colaboração com o influenciador.
Após a repercussão das críticas feitas pelo parlamentar, que ganhou visibilidade considerável nas redes, a Prefeitura optou por retirar o vídeo de seu perfil.
O vereador expressou em sua conta na rede social X:
“A cobrança funcionou! A Prefeitura de BH removeu a publicação que vilipendiava a fé cristã. Aqui esse tipo de desrespeito com o cristianismo não vai prosseguir”.
O movimento Direita Minas também se manifestou em suas redes sociais com uma nota:
“A prefeitura, atualmente sob comando de Álvaro Damião, promove um ataque aos valores cristãos que construíram nossa civilização. E não, você não tem que respeitar essa bizarrice e quem as promove. Quem quiser respeito, que primeiro respeite. Álvaro Damião, Fuad e seus funcionários são irresponsáveis e hipócritas”.
A frente parlamentar Cristã, liderada por Flávia Borja, também se manifestou contra o ocorrido nas redes sociais da prefeitura. Em nota, afirmaram que a crítica não se destina ao ato do beijo, mas a zombaria contra a fé cristã.
Desde o começo do atual mandato, vereadores pertencentes à Frente Cristã de BH se reuniram com o objetivo de aprovar alterações relacionadas às celebrações de Carnaval.
Um dos interesses deles é proibir que blocos carnavalescos passem por ruas próximas a igrejas, templos e centros espíritas durante o feriado. Esse assunto já foi discutido e deverá ser formalizado como um projeto de lei.
Zotha também retirou o vídeo de seu perfil, mencionando nos stories que a decisão foi tomada após sofrer ataques.
“Se fosse um casal hétero, esse vídeo não teria gerado nenhum alarde. Mas, como sempre, quando se trata de dois homens, a homofobia grita. Grita travestida de ‘indignação religiosa’, como se a fé fosse um passe livre para perseguir e desumanizar”.
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