Deputados e revelou que a oposição está a apenas 86 votos de alcançar o mínimo para aprovar a urgência na votação do projeto.
Dos 513 deputados, 378 responderam à pesquisa, o equivalente a 76% do total.
O "Placar da Anistia" do jornal registra 118 contrários e 116 que optaram por não revelar sua posição.
Entre os que rejeitam a proposta, alguns defendem que atos menores, como pichações, mereceriam penas mais leves e proporcionais.
Entre eles, Alceu Moreira (MDB-RS) defende que a anistia precisa ser total porque os punidos responderam criminalmente pela tentativa de golpe de Estado e, para ele, não houve golpe.
“A motivação da privação de liberdade é por golpe de Estado. O golpe não houve. Se tem que identificar o crime para fazer dosimetria, tem que fazer o crime. Dar 17 anos para quem passou batom numa estátua não tem sentido”.
No entanto, Carlos Veras (PT-PE), primeiro-secretário da Câmara, defende que os envolvidos nos atos sejam punidos.
“Não foi um ato espontâneo, mas uma tentativa articulada de golpe de Estado. Quem financiou, mobilizou e arquitetou essa tentativa deve ser responsabilizado”.
Há um grupo grande de parlamentares que pedem a aprovação da anistia, mas não solicitam que ela seja estendida ao ex-presidente. Entre eles, está o deputado federal Nikolas Ferreira.
“O próprio Bolsonaro disse que estava focado agora nas pessoas do dia 8. Não que eu seja contra ou a favor, óbvio que se fosse pautado para poder... acredito que para ampliar para ele, seria favorável. Mas vejo que o foco do presidente é anistiar o pessoal do 8 de janeiro”.
Um caso citado no debate é o da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos.
Ela usou batom para escrever “Perdeu, Mané” na estátua da Justiça, em frente ao STF. Na sexta-feira, 21 de março, recebeu voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, por uma condenação de 14 anos de prisão, sendo 12 anos e meio em regime fechado.
No sábado, o ministro Flávio Dino acompanhou o voto do relator, aumentando a possibilidade de condenação.
O episódio é apontado como exemplo de rigor excessivo por parlamentares pró-anistia.
Lideranças do chamado Centrão evitaram expor publicamente suas posições, vendo o tema como controverso.
Segundo o levantamento do Estadão:
O projeto mais antigo é o PL 2858/2022, do ex-deputado Major Victor Hugo. Ele chegou a ser pautado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em setembro de 2023 pela deputada Caroline De Toni, mas foi retirado em outubro por Arthur Lira, então presidente da Câmara.
Outras propostas surgiram após janeiro de 2023 e foram anexadas ao texto principal. São elas:
No sábado, 22 de março, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou o Projeto de Lei da Justiça, propondo ajustes no Código Penal para garantir punições proporcionais em casos de golpe de Estado ou ataques ao Estado Democrático de Direito.
O texto sugere unificar crimes para evitar penas duplicadas:
“A justiça exige proporcionalidade, individualização das condutas e direito de defesa, sem abrir brechas para impunidade”.
A iniciativa surge como alternativa ao debate polarizado entre anistia total e rigor máximo.
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