Após anos de produções audiovisuais, a Brasil Paralelo produziu seu primeiro drama ficcional. Para iniciar essa nova jornada, Sérgio Barreto foi o ator escolhido para interpretar Pedro, o protagonista de Oficina do Diabo.
Desde pequeno Pedro sempre sonhou em ser um músico renomado. Após ter tido oportunidades na cidade grande, suas escolhas fizeram com que ele perdesse tudo, tendo que voltar a morar com a mãe.
Natan, o demônio responsável por perder Pedro, regozijou-se com suas conquistas, mas suas tentações não estavam sendo suficientes para desvirtuá-lo completamente. Decididos a perder Pedro, o inferno convocou o experiente demônio Fausto para guiar Natan em sua missão.
O Portal da Brasil Paralelo foi até o set de filmagem de Atibaia e conversou com Sérgio, ator do protagonista de Oficina do Diabo. Ele falou sobre Pedro, o enredo do longa e toda a experiência de gravação. Confira a entrevista!
Pedro parece ser um personagem enigmático. Não é possível identificar se ele é um herói, um anti herói ou até mesmo um vilão. Como você avaliaria o Pedro?
“Eu considero o Pedro uma pessoa que gera muita identificação. Ele é um artista, uma pessoa com sonhos grandes que dedicou toda sua energia a realizá-los. Quando ele chegou perto dos seus objetivos, percebeu que a realidade muitas vezes é diferente do que foi idealizado.
As coisas começam a dar errado em sua carreira de músico, deixando-o muito abalado. Ele sofreu grandes tropeços na cidade grande, tanto por suas más escolhas quanto devido a malícia do seu círculo de relações. Não foi fácil ter que voltar para sua cidade natal.
Quando passamos por situações difíceis, diversos caminhos se abrem. Nessa situação, é muito provável que a pessoa opte pelo rancor ou pelo caminho que traga mais alívios momentâneos, e geralmente esses caminhos não são bons…
É uma situação que muitos artistas passam. O Pedro se encontra nessa encruzilhada, e aí entra o Natan (o demônio aprendiz), afundando-o ainda mais. Pedro tem muita coisa para lidar com sua família, seus amigos e as diversas realidades presentes na sua cidade natal. Tanto os problemas sociais dos anos 60, como as guerrilhas da sua região, quanto às consequências das más decisões que tomou.
Diante disso tudo, parece-me que o Pedro é como muitos de nós, ele varia entre herói e anti-herói. Ele vai sendo diversas coisas ao longo da história, mas, já que eu o interpreto, tenho ele como um grande herói (risos).
Creio que ele vai cativar muito o público por isso, ele vive coisas que praticamente todos nós vivemos. Na jornada em direção aos nossos objetivos, muitas vezes ficamos perdidos; a história do Pedro nos ajuda a lidar com isso, traz lições valiosas para sabermos qual caminho seguir.
Observar as dificuldades e consequências de cada escolha do Pedro é um processo divertido e muito esclarecedor.
A história nos ajuda a fazer uma auto-reflexão para encontrar onde está o ouro da nossa vida, a valorizar as pessoas boas ao nosso redor, a identificar quais são os maus caminhos e quais são os bons”.
Quais foram as principais inspirações para dar vida ao Pedro?
“A direção nos deu algumas bases. As principais referências foram Advogado do Diabo (1997) e Clube da Luta (1999). Eu vejo o Clube da Luta como uma boa inspiração justamente devido ao conflito interno do protagonista, os combates psicológicos, as dúvidas entre qual caminho seguir”.
Quais são as suas principais observações e aprendizados vivendo o protagonista de Oficina do Diabo?
“Um dos principais aspectos de Oficina do Diabo é a sua versatilidade: o filme traz insights valiosos para todas as pessoas, independente da visão de mundo. Existem diversas camadas de interpretação, de observação. O enredo aborda temas espirituais, com elementos cristãos fortes, aborda questões psicológicas, afetivas, sociais.
Gostei muito da história se passar no final dos anos 60. Ver o que se passava naquela época e o que está acontecendo hoje traz uma reflexão social muito interessante. Os acontecimentos do Brasil nesse período estão presentes em Oficina do Diabo.
Outra observação interessante é que a história tenha um tom mais realista, não muito lúdico.
Ao assistir essa produção nós passamos a enxergar mais o mal e sua ação nas nossas vida, podemos identificar os demônios nas pessoas ao nosso redor, em quem nos influencia. Isso ajuda a nos afastarmos de quem nos puxa para baixo.
Por isso eu reforço a importância dos bons personagens ao redor do Pedro: a Maria, a Sara, o Davi; a influência positiva que eles trazem é muito importante, nos lembra que é necessário cultivarmos as boas amizades.
Toda a história nos ajuda no autoconhecimento. Creio que esse seja um dos principais impactos do filme nos espectadores, a percepção de que nós somos o resultado de nossas escolhas. O enredo nos estimula a pararmos um pouco e analisarmos nossa vida. Esse é um assunto que nunca sai de moda, que sempre vai ser necessário.
Analisar tudo isso me faz ter crer que vai ser uma obra muito importante para o Brasil”.
Por se tratar de uma obra profunda que aborda temas psicológicos e religiosos, a Brasil Paralelo irá realizar um evento de lançamento para melhorar ainda mais a sua experiência com o filme. Este evento será online e gratuito. Para ser avisado quando ele vai ao ar, clique no link abaixo e faça o seu cadastro:
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