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Política•5 min de leitura

Entenda a estratégia da campanha de Flávio para não perder a vantagem sobre Lula

Flávio Bolsonaro procura alianças para manter vitória nas eleições.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Flávio Bolsonaro traça estratégia para o segundo turno
Fonte da imagem: Agência Pública

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Após um resultado surpreendente no primeiro turno das eleições, a equipe de Flávio Bolsonaro elabora a estratégia para o segundo turno.

Um dos pontos mais importantes neste momento está sendo a construção de alianças sólidas com outros candidatos e figuras importantes na política nacional.

O objetivo é garantir palanques mais fortes nos colégios eleitorais mais importantes do país. As negociações envolvem partidos como:

  • PP;

  • União Brasil;

  • Republicanos;

  • Novo;

  • Podemos.

Um dos principais articuladores nesse esforço tem sido o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas.

Segundo o jornal O Globo, ele está trabalhando para formalizar o apoio de seu partido, o Republicanos, ao candidato do PL.

Ontem ele chegou a se reunir com o presidente nacional, Marcos Pereira, para costurar a aliança.

No primeiro turno, a sigla escolheu pela neutralidade, apesar de Tarcísio ter se mostrado ativo na campanha.

O governador também apareceu no comício de Ronaldo Caiado para apoiar Flávio, sendo elogiado pelo ex-candidato.

  • O segundo turno está chegando e já é no dia 25 de outubro. Acompanhe a apuração no canal da Brasil Paralelo. Clique aqui para não perder.

Quem está apoiando Flávio?

Ontem, Flávio foi a um evento em Goiás, onde Ronaldo Caiado (PSD) declarou formalmente seu apoio à candidatura no segundo turno.

"Eu estou aqui para fazer o que é a coerência da minha vida, que é poder derrotar o PT em uma eleição e tem 40 anos que faço isso", declarou o ex-governador.

O presidente do partido de Caiado, Gilberto Kassab, tinha declarado que a sigla ficará neutra, mas seus membros são livres para decidir quem apoiar no segundo turno.

No primeiro turno, o ex-governador terminou em quinto lugar, com 2.605.148 votos, o equivalente a 2,18% do total.

Enquanto o ex-candidato se alia a Flávio, os outros que disputavam a presidência também estão se mobilizando.

Zema também declara apoio

Romeu Zema (Novo) também declarou seu apoio em Flávio, afirmando que o país não suportaria outro governo Lula:

"Eu não vou me omitir nem ficar em cima do muro nesse momento tão importante. Voto contra o PT. Voto no Flávio Bolsonaro. O Brasil não aguenta mais 4 anos de Lula, nem mais 4 ministros nomeados pelo Lula. Estamos juntos no dia 25, conto com você".

O ex-governador de Minas Gerais (MG) terminou a eleição com 0,27% dos votos, apenas 326.488 no total.

Michel Temer se posiciona

Outro nome importante a declarar seu apoio foi o ex-presidente Michel Temer, que se posicionou nas redes sociais.

Ele publicou uma declaração em vídeo e texto, na qual afirmou que Flávio representa uma possibilidade de renovação para o Brasil:

“A sociedade não quer fórmulas repetidas e discursos grosseiros. Quer novas ideias, novas atitudes, novos projetos e um caminho diferente. Quer, portanto, reconexão. E reconexão é Flávio.”

Figura influente no centrão, Temer é um nome influente na ala mais à centro-direita do MDB.

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Outros candidatos não apoiaram Flávio

Augusto Cury (Avante), que terminou em terceiro lugar com 2,89%, disse que ficará neutro no segundo turno:

"Eu me silencio completamente em relação àqueles que estarão no segundo turno, se é que vai haver segundo turno, e dizendo o seguinte, que ninguém está autorizado em meu nome e nem em nome do Júlio a pedir ou dizer que vai apoiar qualquer um dos candidatos. E eu gostaria de me silenciar em relação a isso. Não quero responder nada em relação ao segundo turno, porque para mim isso é completo."

O médico e escritor também anunciou que vai se retirar da política e que não tem perspectiva de voltar:

"Hoje eu tenho claro dentro de mim, 100% de convicção, que eu não vou continuar na política. Amanhã ninguém sabe, mas eu costumo não mudar de opinião quando eu tenho uma convicção muito grande, até porque nós temos vários projetos".

Renan Santos (Missão) não declarou apoio a nenhum candidato e disse que os membros da sigla estão livres para acompanhar o senador. 

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