O filme Amnésia (2000), cujo nome original é Memento, tornou-se um marco na carreira do cineasta Christopher Nolan. O filme se destaca pelo roteiro apresentado em ordem invertida, algo inovador, segundo o ator principal da trama, Guy Pearce.
Desde a primeira cena, o espectador já conhece o desfecho da história. No entanto, a estrutura narrativa conduzida por Nolan desperta a curiosidade sobre os eventos que antecederam aquele “início”, mantendo o interesse ao longo da trama.
A história acompanha Leonard Shelby, um homem em busca de vingança pela morte de sua esposa. No entanto, ele enfrenta um obstáculo: um trauma cerebral que o impede de formar novas memórias.
Para seguir em sua missão, Leonard utiliza recursos como polaroids, anotações e tatuagens que servem como lembretes. Todas as manhãs, ele precisa se dedicar ao processo de entender onde está e qual é o objetivo que deve cumprir.
Durante a trama é possível que o espectador tenha as seguintes dúvidas:
A forma que é conduzido o filme leva a quem está assistindo a sofrer das dores do protagonista e passar junto com ele todo o caminho em busca do assassino e de suas memórias.
Como afirmou o crítico Pablo Villaça no site Cinema em Cena:
“Este potencial dramático é realçado pela magnífica montagem do filme (um excepcional trabalho de Dody Dorn), que inova ao inverter as expectativas da plateia, que fica cada vez mais ansiosa para descobrir como tudo irá começar”.
O filme está disponível na plataforma de membros da Brasil Paralelo, e conta com uma análise feita pelo roteirista Juan Montaño.
Neste artigo, exploraremos os principais aspectos do filme Amnésia.
Os elementos presentes na primeira cena são: uma foto Polaroid, sangue escorrendo e o homem, que tirou a foto, observando um corpo, enquanto uma arma retorna para sua mão e uma bala volta para a pistola.
A cena desenrola-se ao contrário, estabelecendo a metalinguagem que caracteriza toda a trama.
O homem na cena é Leonard Shelby, interpretado por Guy Pearce, que está em busca de vingança pela morte de sua esposa. Leonard sofre de uma condição causada por um trauma na cabeça, que o impede de formar novas memórias.
Devido à sua enfermidade, ele precisa, todos os dias, reaprender sua missão e até mesmo detalhes básicos, como onde está ou o que estava fazendo. Para isso, recorre a fotos Polaroid, anotações e, para informações cruciais, tatuagens espalhadas pelo corpo.
Uma das tatuagens mais importantes, no peito, diz: “John G. raped and murdered my wife” (John G. estuprou e matou minha esposa). Em outra há a frase: “Find him and kill him” (Encontre-o e mate-o).
A missão de Leonard é encontrar John G. e matá-lo.
O diretor, Christopher Nolan, utiliza uma narrativa reversa, criando um efeito em que, embora o espectador conheça o desfecho desde o início, a curiosidade permanece focada em entender como os eventos anteriores influenciaram as decisões do protagonista.
Em sua explicação sobre o filme, o diretor Christopher Nolan afirma o seguinte:
“A história é basicamente contada ao contrário, é basicamente contada como uma série de Flashbacks que vão cada vez mais para trás no tempo”.
O público compartilha a experiência de Leonard, revivendo o processo de recuperação de memórias fragmentadas. Ao longo da história, ele interage com duas figuras importantes:
O filme utiliza uma estrutura, segundo o roteirista Juan Montaño, em sua análise do filme na plataforma de membros da Brasil Paralelo, de Tragédia noir, com a primeira cena sendo o desfecho da história. Cada cena começa onde a anterior terminou, criando a sensação de retrocesso.
Paralelamente, de forma cronológica, é narrada a história de Sammy Jankins, um homem com a mesma condição de Leonard, que ele conheceu enquanto trabalhava em uma seguradora.
A história de Sammy oferece a Leonard reflexões sobre sua própria situação. Uma tatuagem em sua mão o lembra constantemente: “Remember Sammy Jankins” (Lembre-se de Sammy Jankins).
À medida que a trama avança, surge a dúvida:
A narrativa revela, pouco a pouco, como ele tomou cada decisão e perseguiu obstinadamente seu objetivo. O espectador, assim como Leonard, deve montar o quebra-cabeça fragmentado de sua memória.
Na plataforma Rotten Tomatoes, a Crítica Vitória Luxford da BBC, avaliou o filme com a nota 5/5 e deixou o seguinte comentário:
“Thriller policial muito complexo. Guy Pearce (lidera) um elenco fantástico ao lado de Carrie Anne Moss. Se você quer ver o começo de como Nolan se tornou um diretor tão grande, este é um para assistir”.
O usuário da plataforma, Miguel C. avaliou o filme com 5 estrelas e fala sobre o enigma que é o filme e sobre como é satisfatório discuti-lo com alguém:
“Memento é um filme complexo cheio de quebra-cabeças atraentes e muitas reviravoltas. Ele começa no final e lentamente vai para trás, revelando o enredo em pedaços de tempo. É um mistério para o público resolver, junto com o protagonista, Lenny, interpretado por Guy Pearce. Carrie-Anne Moss e Joe Pantoliano são personagens enigmáticos que são sempre um tanto suspeitos. É divertido assistir, assistir novamente e discutir com amigos que viram o filme”.
Segundo a plataforma Box Mojjo, o filme arrecadou o total de mais de 40 milhões de dólares.
Segundo a plataforma do AdoroCinema, inicialmente Brad Pitt seria a primeira opção para dar vida ao protagonista do filme de Christopher Nolan, no lugar do astro foi escolhido Guy Pearce.
O ator nascido no Reino Unido em 1967, venceu como melhor ator no Sierra Awards em 2001 por interpretar Leonard Shelby em Memento.
Quando questionado sobre como havia se preparado para fazer uma personagem que não tinha lembranças do passado ele respondeu:
“Para ser sincero, na verdade há muito mais liberdade, havia para mim, muito mais liberdade com este filme do que com muitas outras coisas porque a preparação, o dever de casa e a pesquisa que se deve fazer era ser um ator.
Para mim, talvez eu não tenha capacidade cerebral para isso, às vezes fico atolado em coisas, você sabe, quero dizer, trabalho como ator apenas em instinto e intuição e ser inspirado por algo.
Uma vez que se trata da lição de casa e juntar todas as peças, então eu tendo a perder minha imaginação. Minha imaginação foi totalmente alimentada pelo roteiro".
O filme também conta com a presença da atriz canadense Carrie-Anne Moss, conhecida por interpretar Trinity em Matrix.
Completando o trio principal, está Joseph Peter Pantoliano, conhecido como Joe Pantoliano, que interpreta Teddy. Nascido em Nova Jersey, em 1951, Joe é reconhecido por sua participação em produções como Matrix, Amnésia, The Goonies e La Bamba.
Sobre os atores principais, Christopher Nolan afirma:
"Guy Pearce, Carrie-Anne Moss e Joe Pantoliano deram tudo de si em seus papeis, eles transmitiram maravilhosamente a ambiguidade de sua identidade. Essa ambiguidade é a chave do filme.
Um dos meus objetivos ao fazer este filme foi colocar o espectador na posição de um dos protagonistas da história, para pressioná-lo a examinar as condições existenciais de identidade e o processo cotidiano de aprendizagem, de aumento da memória".
O filme é dirigido pelo cineasta britânico Christopher Nolan, que também atuou como roteirista e produtor. Nascido em Londres em 1970, Nolan já produziu doze longas-metragens, entre eles:
Com mais de 20 indicações a prêmios ao redor do mundo, foi com Oppenheimer que Christopher Nolan conquistou o Oscar de Melhor Diretor e Melhor Filme em 2024.
Nolan, em entrevista, fala o seguinte sobre seu roteiro invertido:
“Escrevi o roteiro desde a primeira cena do filme até a última e nunca olhei para ele em ordem cronológica.
Eu nunca reordenei as cenas e para verificar ou o que quer que seja, sempre tento vê-lo como um membro do público, então sempre vi de uma forma linear, passei muito tempo com o roteiro realmente tentando torná-lo para as pessoas e realmente tentando deixar o final claro e realmente tentando fazer com que a coisa se encaixasse no final de uma maneira particular".
O filme foi baseado no conto Memento Mori, criado por Jonathan Nolan, irmão de Christopher.
Memento Mori, é um conto criado por Jonathan Nolan e publicado na revista Esquire em 2001.
“Ela se foi, se foi para sempre, e você deve estar sofrendo agora, ouvindo as notícias. Acredite em mim, eu sei como você se sente. Você provavelmente está um caco. Mas espere cinco minutos, talvez dez. Talvez você consiga passar até meia hora inteira antes de esquecer”.
Assim se inicia o conto de Jonathan e explora a história de Earl, um homem com amnésia anterógrada causada por um ataque que resultou na morte de sua esposa e em ferimentos graves em sua cabeça.
Incapaz de lembrar de eventos por mais de alguns minutos, Earl usa notas e tatuagens para se orientar.
A narrativa alterna entre dois momentos: em um, ele está internado em uma instituição mental, onde descobre sua situação por meio de notas que deixou para si mesmo; no outro, ele está em fuga após escapar da instituição, tentando encontrar e vingar-se do assassino de sua esposa.
Jonathan também participou da criação do Roteiro de Amnésia e juntamente com seu irmão foi indicado ao Oscar.
Amnésia foi indicado recebeu no total 2 indicações ao Oscar sendo:
O filme também foi indicado na categoria de melhor roteiro no Globo de Ouro.
Na plataforma de membros da Brasil paralelo além de ser possível assistir o filme na íntegra há ainda uma análise do filme feita pelo roteirista Juan Montaño, que inicia sua análise nos seguintes termos:
“Nós acompanhamos a história pela perspectiva de um protagonista que sofre de um tipo de amnésia, que não o permite guardar nenhuma memória recente. Isso significa dizer que a experiência que você desfruta é tão confusa e dolorosa quanto ao que o Lenny enfrenta e a reviravolta surpreende tanto o público quanto o próprio personagem”.
E segue:
"O grande diferencial da obra do Nolan é justamente seu maior trademark, o que o faz ser reconhecido pelos seus filmes, sua obsessão em contar uma história cujo conceito basilar, que sustenta toda narrativa, é a relatividade do tempo".
Além da questão do tempo e narrar sua história ao contrário, Christopher Nolan, também diz que uma das suas intenções no filme era mostrar um olhar para a questão da vingança.
“A Cena de abertura é uma Polaroid de um cadáver e eu acho que o significado disso fica claro mais tarde no filme em termos de como eu estava interessado em olhar para a relação de vingança com a relação da percepção dele de vingança versus a noção de se ela tem alguma realidade objetiva ou se ela tem algum valor fora de sua própria cabeça então essa ideia dessa conquista de vingança.
Essa satisfação, esse cadáver, essa imagem horrível desaparecendo e realmente subdesenvolvida e se perdendo da mente dele que na verdade é praticamente o filme inteiro. Na verdade você pode assistir apenas a cena de abertura e você tem o filme inteiro”, diz o diretor.
Além dessa análise do filme memento é possível encontrar muitas outras análises de filmes consagrados na plataforma de Streaming da Brasil Paralelo.
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